
O que não for da Sua vontade não é cruz. A doença, por exemplo, não é cruz (1Pe 2.24); da mesma forma a pobreza (Gl 3.13). Muitos dizem que seu casamento não foi da vontade de Deus e por isso querem se divorciar, mas se esquecem de que no momento do casamento, passou a ser a vontade de Deus. O divórcio é separação da vontade de Deus. Para Ele não há divórcio (apenas para os que ainda são duros de coração, como na lei de Moisés), há perdão. Se você receber sua esposa como cruz, será um criminoso, mas se a tomar pela graça, estará escolhendo a vontade de Deus e será um carregador da cruz. Lembre-se, Ele só nos dá o melhor.Na próxima parte, vejamos algumas manifestações práticas do princípio da cruz.
Disposição para sofrer o dano (1Co 6.7)
Disposição para sofrer o dano (1Co 6.7)
Existem dois princípios, o da cruz e o da razão, mas somente a cruz conduz à vitória. Se quisermos ter razão, já descemos da cruz, mas se tomamos a cruz, já não importa quem está certo. A derrota de muitos casais é a razão. Quando carregamos a cruz o diabo é derrotado.
Não agradar a nós mesmos (Rm 15.1)
Precisamos agradar os nossos irmãos, mesmo que isso implique nossa insatisfação. A pergunta chave não é se algo é certo ou errado, obrigado ou não, mas se é a vontade de Deus. Devemos trilhar o caminho do sucesso. Não é um caminho fácil, nem agradável, mas a vitória no final é certa.
Considerar o outro superior a si mesmo (Fp 2.3)
Considerar-se inferior ao outro vai contra a teologia moderna da auto-estima. Todavia, essa é a forma de se edificar a igreja. Mais uma vez: a cruz é sofrer o dano e não agradar a nós mesmos, mas considerar o outro superior. Para cada situação diante de nós há dois caminhos, o largo e o estreito. A cruz é o caminho estreito, tome-a e tenha o sucesso completo.
Façamos a oração do sucesso:
Livra-me, Jesus, do desejo de ser estimado, do desejo de ser amado, do desejo de ser exaltado, do desejo de ser honrado, do desejo de ser preferido aos outros, do desejo de ser consultado. Livra-me do medo de ser desprezado, do medo de ser repreendido, do medo de ser esquecido, do medo de ser ridicularizado, do medo de ser prejudicado. Dá-me o desejo de que, na opinião do mundo, outros possam crescer e eu diminuir; que outros possam tornar-se mais santos que eu, contanto que eu me torne tão santo quanto devo ser.
Pr. Naor Pedroza (radical livre)





